Cinzas da democracia

Pacotão na contramão. Foto de Marcello Casal Jr./Agência Brasília Foi no Carnaval de 1978, há 42 anos, que surgiu em Brasília o Pacotão. Antes dele, não havia Carnaval de rua na Capital da República. Um ano antes, carnavalescos do Recife, cansados do predomínio dos bailes nos clubes sociais, criaram o Galo da Madrugada, para reviver "os antigos carnavais de rua". No Rio de Janeiro, a retomada dos blocos de rua ocorreu nos anos 1980. Nos anos 60 e 70 o Carnaval carioca praticamente se resumia a escolas de samba (devidamente monitoradas pela censura) e bailes de gala. Os blocos estavam à míngua. Existe, portanto, uma relação direta entre redemocratização e Carnaval de rua. Só não vê quem não q

Carnaval

Eu tenho inveja das pessoas que caem na folia. Sim, inveja. De onde tiram tanta alegria? Como conseguem esquecer todas as nossas agruras e mazelas e cair de corpo e alma em uma festa que arrasta milhões, sob o sol e sob a chuva, seja em salões fechados ou ruas coloridas? Como conseguem? Também já dei lá meus pulinhos, mas confesso que hoje me faltam razões para brincar o Carnaval. Mas do que estou falando... E lá Carnaval é algo racional? É uma energia coletiva que age por impulsos e desejos. Alguém poderia dizer que a televisão e os demais meios de comunicação fazem a parte deles, falando sobre e mostrando a folia dia e noite, empurrando as pessoas para essa gandaia nacional. Em parte, é ve

Procurar por tags
Arquivo

© 2015 por Bruna Rocha. Orgulhosamente criado com Wix.com