Psicanálise com Guimarães Rosa

O Centro de Estudos Psicanalíticos da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro promove o curso “Maio de Rosa na SBPRJ”, nas terças-feiras de maio, das 21h às 22h30. Serão quatro encontros com o professor e escritor Marcos Alvito, estudioso da obra de Guimarães Rosa (1908/1967), e psicanalistas da SBPRJ, que farão leituras e comentários de contos do livro “Primeiras estórias”, lançado em 1962. O curso começa no dia 7, com “A terceira margem do rio”, com Sandra Gonzaga. No dia 14, será a vez de “O espelho”, com Miguel Calmon. Miguel Sayad fala sobre “As margens da Alegria”, no dia 21, e Sonia Bromberger, sobre “A menina do lado de lá”, no dia 28. Segundo a psicanalista Teresa Lop

230 anos depois, um olhar novo sobre o papel de Tiradentes na nossa história

Durante todo o século 18 o Brasil foi o maior produtor de ouro do mundo. Portugal comandava o império mais lucrativo do planeta, mesmo tendo uma das menores populações entre as nações europeias. Todo esse lucro, no entanto, foi dissipado pela nobreza e pelo clero, em Portugal e no Brasil, alimentando países exportadores, em especial Inglaterra e França, que nos vendiam de tudo, de alimentos a máquinas, passando por roupas, perfumes e objetos de decoração; e construindo suntuosos palácios e igrejas belíssimas (o lado bom da dissipação). Isso não impediu que Minas Gerais, que produzia mais ouro que África e Europa juntas, desenvolvesse uma burguesia endinheirada, esclarecida e antenada com os

A atualidade de 'Quarto de despejo', seis décadas depois

A história da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977) é um retrato invertido do Brasil no século 20. Nascida pobre no interior de Minas Gerais e tendo estudado só até o segundo ano do ensino fundamental, foi empregada doméstica e acabou se tornando catadora de lixo para poder sustentar os três filhos que viviam com ela na favela do Canindé, em São Paulo. Preta, favelada, mãe solteira e com pouco instrução. Igual a outras milhões de marias. Mas Carolina sempre teve um fraco pela leitura. Lia tudo o que encontrava. Para ela, o livro foi a melhor invenção do homem. E das leituras passou à escritura. Sem preocupação com a correção gramatical, preencheu dezenas de cadernos contando sua hist

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