Amor aos livros

Citando Cartola, aconteceu nos tempos idos, nunca esquecidos. Eu devia ter uns 12 anos, aquela idade mítica cantada pelos poetas. Era meu aniversário e minha mãe fez uma festa para os amigos do bloco em que morávamos. Cachorro quente, refrigerante e brigadeiro, o trio infalível, para alimentar a horda de pestinhas. Me recordo com especial carinho de um presente que ganhei naquele dia: um livro. Nossa vizinha de corredor e mãe de um dos meus melhores amigos me entregou um objeto que eu já conhecia bastante, mas sempre como sendo dos outros, seja de adultos, seja da biblioteca da escola. Eu mesmo não tinha nenhum livro que pudesse chamar de meu. Tenho uma vaga lembrança sobre o título, que fal

A frase terrível

Muitos conhecem a história, mas até hoje não soube de ninguém que estivesse na hora e local exatos do acontecimento. Ela foi passada de geração em geração e virou lenda entre os moradores da quadra. Os mais antigos, no entanto, juram de pés juntos que foi tudo verdade. Numa noite fria – pois houve um tempo em que as noites em Brasília eram frias – um grupo de rapazes e moças conversava embaixo do bloco. Só quem cresceu na cidade sabe o significado exato da expressão “conversar embaixo do bloco”. Em primeiro lugar, nem sempre era exatamente embaixo, mas poderia ser fora do bloco, na beira, em calçadas, bancos improvisados ou na lataria dos automóveis. Quase sempre à vista dos pais e vizinhos.

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