Jornalista usa ficção para denunciar crime contra criança durante a ditadura militar brasileira

A literatura pode estar a serviço da denúncia? Sim, é o que pensa o jornalista brasiliense Roberto Seabra, que acaba de lançar pela Editora Camará seu primeiro livro de ficção: “Silêncio na cidade”, um roman à clef sobre um caso rumoroso ocorrido em Brasília nos anos 1970, em plena ditadura militar. Na ficção, Tino Torres é um policial aposentado que há 40 anos guarda a história de um crime impune. Em setembro de 1973 a menina Ana Clara, de apenas 7 anos, foi encontrada morta em um matagal da Asa Norte, bairro de classe média da cidade, com sinais de asfixia e violência sexual. Incumbido de investigar o assassinato da criança, Tino Torres esbarra em ordens superiores no sentido de parar com

Semana Universitária da UnB homenageia Antonio Candido e discute direito à literatura

Em seu brilhante ensaio “O direito à literatura”, o professor Antonio Candido afirma que a literatura tem de ser vista como um direito básico do ser humano. Ele chama de literatura tudo aquilo que tem toque poético, ficcional ou dramático nos mais distintos níveis de uma sociedade, em todas as culturas, desde o folclore, a lenda, as anedotas e até as formas complexas da produção escrita das grandes civilizações. Dessa forma, segundo ele, não há povo e não há homem que possa viver sem literatura, “isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação” [...] “ninguém é capaz de ficar as vinte quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado”. A

A professora de Português

Nos últimos anos foram aprovadas leis que aumentaram os recursos para a Educação. Isso é bom. Parte desse dinheiro seria do petróleo do pré-sal, mas que agora começam a privatizar. Isso é mal. Mas fico pensando no Brasil dos anos 60, mais pobre e com mais problemas, o que não impediu que Anísio Teixeira criasse o modelo educacional que serviu de base para o ensino público de Brasília. Quem estudou em uma escola classe, centro de ensino ou centro educacional nos anos 60 e 70 vai entender onde quero chegar. Cito apenas o exemplo da professora de Português que tive no Ginásio do Setor Noroeste, o famoso Gisno. Faço um esforço para lembrar o nome dela. Seria Ivete, Ivone, Isaura... não me lembro

Dia das crianças

O Dia das Crianças se aproxima, data também em que se comemora Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Não vou entrar na discussão se uma nação laica deve ou não ter uma padroeira. Defendo a laicidade do Estado, mas também acho que a religiosidade do nosso povo deve ser respeitada, sem contar que toda festa religiosa tradicional é também cultura. E para completar, mesmo não me considerando um cristão muito ativo, tenho verdadeira adoração por Nossa Senhora. É uma coisa que não se explica. Nas vezes em que precisei dela, ela me socorreu. E uma questão de gratidão. E detesto ingratidões, de qualquer natureza. Feita a ressalva, eu quero mesmo é falar das crianças. Gosto dessa ideia de col

A internet do meu tempo era uma banca de jornal

Cresci num tempo onde a comunicação era muito diferente da que é feita nos dias de hoje. Enquanto no século 21 a troca de informações é multipontual – cada pessoa com seu aparelho celular, notebook ou tablet, recebendo e enviando textos, sons e imagens o tempo todo para diferentes sujeitos – há coisa de trinta, quarenta anos, vivíamos a verdadeira comunicação de massa: um emissor de um lado e milhões de receptores do outro. Não havia como fugir. Era isso, ou nada. Banca de Conceição, na 308 sul Víamos todos os mesmos programas de TV, ouvíamos as mesmas rádios e líamos as mesmas revistinhas. Havia muito menos opções do que hoje, mas, engraçado, parece que existia mais espaço para a surpresa.

Procurar por tags
Arquivo

© 2015 por Bruna Rocha. Orgulhosamente criado com Wix.com