Para lembrar e entender

“A necessidade da memória é uma necessidade da história”, disse o historiador Pierre Nora[1]. Segundo ele, a memória é a vida, “sempre carregada por grupos vivos e, nesse sentido, ela está em permanente evolução, aberta à dialética da lembrança e do esquecimento”. Ao relacionar tempo histórico e memória em sua obra, o professor Jaime Almeida traz à reflexão fatos e histórias não contadas ou que valem a pena serem recontadas. É bom que se destaque que, consciente da importância de se provocar a memória de indivíduos que permite traduzir uma interpretação histórica, Almeida possibilita também a compreensão da tragédia que se abateu sobre a Universidade de Brasília nos tempos sombrios do regime

Amazon realiza segunda edição do Prêmio Kindle de Literatura

Autores independentes têm até o dia 31 de outubro para colocar um ponto final em seus escritos e participar do Prêmio Kindle de Literatura. Promovido pela Amazon, por meio da sua ferramenta de autopublicação Kindle Direct Publishing (KDP), o prêmio tem o apoio da Editora Nova Fronteira, que vai editar em versão impressa o título vencedor. A obra premiada receberá ainda R$ 30 mil. O Prêmio Kindle de Literatura irá premiar uma obra literária inédita na categoria ficção/romance. Por Romance, entende-se narrativas ficcionais longas, que podem ser classificadas em diversas subcategorias, como: fantasia, ficção científica, suspense, romance histórico, entre outras. Para concorrer ao Prêmio, autore

Em entrevista à TV Câmara, Milton Hatoum fala sobre novo livro e educação

O romance é a arte da paciência. E é um gênero arriscado. A opinião é do escritor Milton Hatoum, autor de Dois irmãos e de Órfãos do Eldorado, entre outros livros. Em entrevista ao programa Casa das Palavras, da TV Câmara, Hatoum fala não só sobre literatura, mas também sobre política, educação e Amazônia, onde nasceu e cresceu. O escritor criticou a ideia de se criar “uma escola sem partido”, defendeu mais dinheiro e um projeto nacional para a educação, e alertou para o desaparecimento da cultura indígena. Hatoum anunciou também que em breve lançará o primeiro livro da trilogia “O lugar mais sombrio”, pela Companhia das Letras. O título do novo romance será “A noite da espera”, e a história

Jean-Claude Bernardet em tempo de festival de cinema

O Festival de Cinema de Brasília chega a sua 50ª edição. E já que falamos em números redondos, um dos personagens mais complexos do cinema brasileiro faz 80 anos. Falo de Jean-Claude Bernardet, nascido na Bélgica e criado na França até os 13 anos, quando veio com a família para cá fugindo da guerra. Bernardet faz parte daquele time de imigrantes que ajudou a pensar o Brasil no século vinte: os austríacos Otto Maria Carpeux e Roberto Schwarz, os italianos Ruggero Jacobi e Lina Bo Bardi, o ucraniano Boris Schnaiderman, entre outros. Como lembra Mateus Araújo, autor de um dos artigos do livro Bernardet 80: impacto e influência no Cinema Brasileiro, que será lançado esta semana durante o Festiva

Livro faz relato minucioso e verdadeiro sobre morte de diplomata

Assassinato, suicídio ou suicídio forjado? Onde está a verdade? No dia 4 de agosto de 1970 o diplomata brasileiro Paulo Dionísio de Vasconcelos apareceu morto dentro do seu carro, em Haia, na Holanda, onde trabalhava e morava com a família: a mulher Maria Coeli (grávida de oito meses) e a filha Manoela, de apenas dois anos. A segunda possibilidade pareceu absurda para familiares e amigos. Mas não para a polícia holandesa e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Em menos de 24 horas as investigações apontaram para a ausência de indícios de assassinato e o suicídio foi apontado como única possiblidade para a morte do diplomata. 45 anos depois, o jornalista Eumano Silva decidiu investi

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